Bonjour, Paris # Dia 1/6

Juro que era para ser surpresa, mas não consegui esconder por muito tempo. Disse-lhe que a ia levar às docas de Leixões, mas entre dicas e algum descuido, lá percebeu que íamos para um pouco mais longe! E voilà? Paris!

Decisão tomada, lá fomos nós. Acabámos por viajar numa época um pouco turbulenta – duas semanas depois dos ataques terroristas –  mas fomos confiantes de que iria tudo correr bem.

Dia 26 Novembro de 2015, partimos, ainda de madrugada, em direcção a Beauvais, pela companhia aérea Ryanair.

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A viagem correu com alguma turbulência (digamos que muita e na aterragem foi o horror!), mas chegámos inteiros.

(Houve alguém, que decidiu ‘desregular’ o cadeado e depois não conseguia abrir a mala. Homens! Depois de muito pânico, já que a mala era novinha em folha, chegámos à conclusão, após ter pedido opinião sobre o assunto a um assistente de bordo, que qualquer mala com fecho é aberta por qualquer pessoa, apenas somente com uma caneta. Por isso esqueçam o cadeado, apenas é um adereço. Optem por película a enrolar a mala ou mala sem fecho.)

Chegámos por volta das 10h da manhã e logo apanhámos um autocarro em direcção à cidade da luz! Je ne parle francais? No problema … C’est toute bien. (E toda a nossa viagem foi comunicada assim, num misto de inglês, com francês e português).

O autocarro é logo à saída do aeroporto e os bilhetes compram-se lá ou nas máquinas automáticas (17€ cada). Saímos em Porte Maillot.

O nosso hotel era em Crimée – Ibis Styles Paris Crimée La Villette. Não era um hotel de sonho, mas foi o que os nossos bolsos puderam pagar e não era nada mau! 

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(Foto retirada da Web)

O pequeno-almoço (divinal por sinal) estava incluído no preço. Era um quarto jovem e confortável, bem quentinho (até demais, comparado com o exterior que rondava os 5ºC).

Não houve descanso para ninguém, fizemos apenas uma paragem para comprar comida e seguimos caminho. (Nunca comemos fora, optámos por ir a maior parte das vezes ao supermercado ou a comida rápida. Sim, enjoámos Mc Donald’s)

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O bairro em que ficámos não tinha muito boa fama – 19º arrondissement des Buttes-Chaumont – pelo menos nos comentários na Internet. Digamos que se compara ao Intendente em Lisboa. Muitas culturas diferentes, mais habitações que serviços, a parte da cidade que Paris quer esconder. No entanto, também é um dos bairros criativos da cidade e em evidente crescimento. 

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O maravilhoso de Paris é que em cada esquina há uma surpresa.  Esta igreja, Saint Bernard de La Chapelle, não está nos roteiros turísticos. Nós entrámos e ‘Uauuuu’ (mal sabíamos que os Uauuu’s estavam agora a começar). A igreja data de meados do século XIX, construída ao estilo Neogótico.

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Esta imagem não vale nada ao pé deste monumento. De cortar a respiração. E mais tarde vão reparar que se vê de todos os pontos da cidade. Dispensa apresentações porque é um dos pontos turísticos – Basílica de Sacré Coeur. Foi construída no século XX e inspirada na arquitectura romana e bizantina.

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Atenção! Não subam pelos escadas centrais, nunca! Assistimos a assaltos e agressões. E após recuperarmos o folgo e ‘bora lá cheios de medo na mesma’, subimos por umas escadas laterais, um pouco escondidas.

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E a vista fala por si – na colina de Montmartre.

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(Mas Lisboa tem mais encanto com os seus telhados terracota, do que em Paris, que é tudo cinzento. Desabafo apenas.)

Seguimos para a Place du Tertre, que para a Sofia tinha uma ambiência especial, não fosse ela de artes. (e gulosa!)

“Em 1860, o bairro foi ligado à cidade e transformou-se num ponto de encontro importante de artistas e intelectuais, famoso pela sua animada vida nocturna. Modelos, bailarinas e pintores como Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir e Toulouse-Lautrec frequentavam o lugar, contribuindo para criar um clima libertário.”  (Fonte:Wikipédia)

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E não podia faltar  a visita ao Mur des Je t’aimenão fosse Paris a cidade do amor. (Pensámos que íamos encontrar um bando de turistas a tirar fotografias e qual é o nosso espanto e era hora dos avós levarem os netos ao parque. Ou seja, um bando de velhinhos a ver-nos tirar fotos numa parede.)

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A Place des Abbesses também é uma paragem obrigatória. A entrada do metro é sem dúvida a atracção principal, mas reparem também na Igreja Saint Jean de MontmartreExecutada ao estilo da Art Nouveau, do início do século XX. O que salta mais à vista é a fachada revestida em cerâmica por Alexandre Bigot.

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Última paragem do dia foi o Cabaret Moulin Rougeque vale a pena ver à noite, para apreciar as luzes. Passeiem também pela Boulevard de Clichy para verem a ambiência nocturna e as suas famosas sex shops.

14Por aqui terminámos o nosso dia (o primeiro!)

Até breve,

Sofia e Sérgio

 

 

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