Por Terras Ribatejanas

Depois de um fim-de-semana de descanso e de pura ronha resolvemos aproveitar o feriado para passear caso o tempo ajuda-se. E ajudou! Acordámos e demos um like no sol que vimos pela janela.

Não queríamos perder muito tempo em viagens, mas também não tínhamos planos de ir para a confusão e por isso decidimos, entre algumas conversas nos dias anteriores, explorar as Salinas de Rio Maior.

Mas se nos perguntassem “Salinas? Mas o que há nas salinas para além de sal?”, nós também não saberíamos responder, mas a verdade é que fomos aconselhados a ir.

O plano era almoçar pelo caminho e como conhecíamos um sushi bastante bom no Cartaxo acabámos por fazer um desvio. (E que belo desvio!)

Depois de almoçar e como era relativamente cedo, acabámos por mudar um pouco o nosso trajecto e passar por uma pequena vila do concelho de Azambuja, conhecida pelo seu palácio e pela história do mesmo. Manique do Intendente de seu nome , faz juz ao nome de um abastado senhor lisboeta que um dia ali resolveu erguer um palácio (pelo menos tentou, uma vez que a obra nunca foi acabada).

img_1054-2

“Com um estilo neoclássico muito firmado, fazendo lembrar a altivez pétrea de Mafra e as linhas sóbrias do Teatro São Carlos, em Lisboa, o Palácio do Intendente  representa o sonho nunca concretizado do antigo Intendente-Geral da Polícia Diogo Pina Manique.

img_1055-2

(…) O Palácio de Manique do Intendente começou a ser construído em finais do Século XVIII depois de a rainha D. Maria I, como forma de agradecimento pelos importantes serviços prestados pelo seu Intendente-Geral da Polícia, ter concedido as terras da antiga povoação de Alcoentrinho a Diogo de Pina Manique que lhes alterou a designação para a actual Manique do Intendente.

img_1069-2

Não se conhecendo o nome do arquitecto responsável pelo projecto, julga-se que, mercê da proximidade do traço relativo ao projecto do Teatro São Carlos em Lisboa, também mandado construir por Pina Manique com quem mantinha uma relação de bastante proximidade, o mesmo poderá ser da autoria de José da Costa e Silva.

img_1070-2

Estando actualmente num estado avançado de degradação, que contrasta de forma evidente com o valor simbólico e patrimonial do edifício, o Palácio do Intendente nunca chegou a ser concluído, uma vez que, em 1805, quando Diogo de Pinha Manique foi morto com dois tirões quando regressava a cavalo de Alcoentre, foi completamente abandonado ainda por acabar. Para juntar a este problema, o edifício foi ainda bastante abalado por um ciclone que destruiu a cobertura do claustro já em 1941.” (Texto retirado de Portugalidade)

A fachada do palácio é realmente bonita e prende a atenção de qualquer um durante uns bons minutos. E assim foi, disparámos uns flashs, ela mais vaidosa e de sorrisos, ele mais brincalhão e com cara de tonto, mais 3 ou 4 fotos a juntar ao nosso albúm de passeatas.

img_1083-2

De Manique a Rio Maior são sensivelmente 20min, pelo que a viagem correu sem problemas. Ao chegar às salinas percebemos imediatamente que era um local movimentado. Para além da arte de produzir o sal, as salinas são igualmente um espaço turístico, acolhedor, com inúmeras casinhas típicas de madeira, onde se pode comprar para além de sal, outros alimentos tradicionais da zona e algum artesanato.

img_1125-2

img_1091-2

“Embora o documento mais antigo que se refere às salinas date de 1177, pensa-se que o aproveitamento do sal-gema já seria feito desde a Pré-História. A Serra dos Candeeiros é, dada a sua natureza calcária, possuidora de inúmeras falhas na rocha o que faz com que as águas da chuva não fiquem à superfície, formando cursos de água subterrâneos. Uma dessas correntes atravessa uma extensa e profunda jazida de sal-gema que alimenta o poço que se encontra no centro das Salinas, e de onde se extrai água sete vezes mais salgada que a do mar.” (texto retirado do site oficial das salinas)

img_1088-2

img_1101-2

As casas de madeira eram os antigos armazéns de sal, hoje transformadas em casas de comércio local. A madeira foi o material escolhido de forma a evitar a corrosão do sal.

img_1098-2

img_1094-2

img_1096-2

É sem duvida um local bonito, diferente e com algum encanto. É saudável e refrescante passear na salina, nos trilhos cimentados com muita água em redor. Fomos munidos de um cartão magnético a que chamamos multibanco mas não nos safámos (muito inteligente da nossa parte, mas ainda deu para comprar um saquinho de sal!), queríamos petiscar algo mas tivemos que mudar os planos e lanchar por Rio Maior.

img_1122-2

A nossa tarde acabou na má vida. O Sérgio pediu uma cerveja e a Sofia um gelado, nada melhor do que acabar o dia numa esplanada, com a melhor companhia.

Até ao próximo post,

Sofia e Sérgio

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s