Hei Helsinki! # Dia 1/6

Prometi-lhe que a visitava, fosse onde fosse. Calhou ser na terra do Pai Natal, em Dezembro, com frio, mas sem neve. Conhecemo-nos na Universidade, em 2013 e despedi-me dela em 2015. Em 2016 foi o ano da visita. E tinhas que ir para tão longe? Pronto, eu vou. E fui.

Se alguma vez me imaginei na Finlândia? Nunca. Nem no frio, nem sentada ao colo de um Pai Natal (que vou acreditar que era o verdadeiro), nem a fazer um cruzeiro até Tallinn. Mas fiz e voltava a fazer, porque matei saudades da Inarina (agora é a tua vez!).

Marquei as passagens de avião 2 meses antes da partida. Se era algo planeado? Nem por isso. Tudo aconteceu numa noite de conversa no skype. – ‘Vou marcar viagem hoje para ir aí.’ – ela não acreditou. Mas marquei e durante 2 meses fui-me abastecendo de artigos mega quentes e cheios de pêlo (botas, casacos, gorros, camisolas…), prendas para lhe levar e sacos de vácuo (que deram um jeitão para levar a roupa toda). Mas não fiz roteiro nenhum, apenas vi os pontos principais previamente e algumas palavras finlandesas (que podiam dar jeito). Queria algo relaxado, sem pressas e com muito tempo de sobra para pôr a conversa em dia.

Levantei voo numa 2ºfeira à noite pelas 22h e aterrei no dia seguinte em Vantaan pelas 6h da matina. -‘Ó que frio é este? Mas que coisa absurda.’ Estavam -7ºC, com sensação de -17ºC. Nunca tinha sentido esta temperatura. Sentia que os meus olhos iam congelar e se molhasse os lábios idem. Sobrevivi.

Apanhei um comboio até ao centro de Helsínquia – Rautatientori – custou 5,50€ o trajecto de 20 minutos. Depois foram me buscar ao metro e segui viagem até à ‘minha’ casa finlandesa. Dormi até às 10h, estava exausta e o dia só amanheceu por volta das 9h.

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-‘Ah aqui mal faz sol, não te preocupes com a luz matinal a entrar pela sala logo de manhã. Não estamos em Lisboa, é provável que esteja um dia cinzento para variar…’

E heis que pumba, sol na cara às 10h da manhã, puxo a cortina e penso ‘What? Será que me enganei no destino? Ou trouxe o sol na minha mala?’

E que belo sol de feriado (em Helsínquia, claro!). Parecia pôr-do-sol todo o dia. Uns tons alaranjados tão apaixonantes! (Foi só mesmo no primeiro dia e no último…sol de pouca dura)

Fiquei fora do centro, a cerca de 10 minutos de metro, em Herttoniemi e fui sempre até Helsingin yliopisto (Universidade de Helsínquia), porque era aquela que ficava mais no centro e perto daquilo que queria ver. O metro demora 2 minutos exactos entre cada estação. É prático e rápido, apesar de ter poucas estações, mas são as suficientes. Comprei um bilhete para 5 dias e paguei cerca de 25€ (metro, barco e autocarro).

img_1635-2(Estação de metro de Helsingin yliopisto)

As minhas olheiras são notórias na fotografia (maravilha!), mas a verdade é que o sono foi uma constante nesta viagem – a diferença horária, que eram apenas de 2 horas, o tempo cinzento e carregado e a luz do dia com duração de apenas 5/6horas – baralharam a minha cabeça de tal forma que já não sabia se havia de almoçar ou jantar.

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Comecei pela Catedral de Helsínquia ou em finlandês Helsingin tuomiokirkko/Suurkirkko.

Foi originalmente construída como tributo ao czar Nicolau I da Rússia, tendo sido conhecida como igreja de São Nicolau até à independência da Finlândia, em 1917. Não nos podemos esquecer que a Finlândia como país independente tem apenas 100 anos. Apercebemo-nos das imensas influências russas nos monumentos e por exemplo, no metro todas as estações são traduzidas para sueco.

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Foi construída entre 1830 e 1852, em estilo neoclássico, tendo sido concebida por Carl Ludvig Engel como o ponto mais elevado da Praça Senaatintori, onde se encontra rodeada por outros edifícios do mesmo autor.

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A catedral constitui um local de destaque no centro de Helsínquia, ostentando uma cúpula verde e alta, rodeada por quatro cúpulas mais pequenas. O seu interior é simples e de cores claras.

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Descemos a imensa escadaria que dá para a Praça Senaatintori e fomos apreciar uma feira de Natal maravilhosa. Não faltavam feiras de Natal pela cidade e era tudo lindo (e caro, por sinal!).

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E heis que vejo uma casinha com o Pai Natal e imediatamente digo que quero tirar uma fotografia. Lá é super natural tirar uma fotografia com ele e as pessoas aderem muito. Ao contrário em Portugal, os Pais Natal lá parecem um pouco mais reais … Mas quem diria, a miúda que com 5 anos cruzava os braços e dizia que não queria fotos com o Pai Natal, porque era ridículo tirar fotos com estranhos, naquele dia foi a primeira a querer ir.

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E por sinal, eu estava ainda mais branca do que ele. Automaticamente diz que eu sou espanhola (como tem sido habitual) e depois de dizer que era portuguesa diz ‘obrigado’, que era a única palavra portuguesa que sabia dizer. Eu estava na mesma situação. Só sabia dizer ‘kiitos’ (obrigado) em finlandês.

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Seguimos até ao cais. Era um dia muito importante, 6 de Dezembro, pois comemorava-se o dia da independência da Finlândia. Não foi por acaso que fui neste dia, pois claro. Era feriado. Como tradição, o Presidente tem de cumprimentar todas as personalidades importantes do país. A cerimónia chega a demorar 3 horas. Ora, para os finlandeses é algo muito importante, em que a cerimónia é transmitida pela televisão e é vista religiosamente até ao fim. Digamos que é tipo Europeu de Futebol, mas em que comentam a roupa das madames.

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Uma das coisas que me arrependo de não ter feito foi o mergulho nas piscinas exteriores, em que a água está muito quente e o exterior tem temperaturas negativas. Se tiverem oportunidade experimentem. Não fui a contar com biquíni …

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Pois bem, eram 15h da tarde. A minha cabeça estava super confusa e íamos almoçar. Ou era jantar?

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Comemos algo leve, num centro comercial. Normalmente, os finlandeses durante a semana almoçam entre as 11h e as 13h. Ao fim-de-semana/feriados fogem à regra da semana.

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Depois tínhamos encontro marcado com uns amigos deles, numa espécie de pub/café – Lahnan Maistelulaudat. Comecei por beber um chocolate quente, acompanhando uma espécie de quiz, que em finlandês se tornou complicado, logo tive de ter tradutor, mas que mesmo assim se tornou difícil.

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Escusado será dizer que perdemos. Mas como bons anfitriões ofereceram-me uma cerveja. Eu não sou apreciadora de cerveja, mas aquela era óptima. Era sueca e mais não me lembro, porque o nome era grande e não-memorável.

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Voltámos para casa e tinha a sensação que era tardíssimo. Cai na cama como uma pedra. Amanhã era outro dia e as passeatas iam começar a ser por minha conta.

Até ao próximo post,

Sofia

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