O adeus ao Pinhal d’El Rei

Dia 15 de Outubro de 2017 foi um dia muito triste. Ainda nem acredito que desapareceste, Pinhal d’El Rei

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Adiamos coisas todos os dias e esta foi uma delas. Este post foi adiado durante meses, porque “queria tirar mais algumas fotografias”. Hoje já não o vou puder fazer. Resta-me fazer uma homenagem àquilo que já foste, meu querido pinhal.

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Um dos espaços que mais memórias me deixa é a Lagoa da Ervedeira. Ainda este verão levei lá o Sérgio, com a esperança que seria também um dos sítios preferidos dele.

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22496058_1411754712256235_4746457005705719348_o(Fotografia retirada de Facebook – Lagoa da Ervideira)

Fui feliz aqui. Tantas memórias. Eras verde, com tanta sombra. Fiz piqueniques e dormi sestas debaixo dos teus pinheiros, com algum receio de me cair uma pinha na cabeça. Nadei com primos e estranhos, na tua água doce. Piquei os pés na tua caruma, quando tentava andar sem chinelos.

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Percam um tempinho a ler este artigo. Aqui fica um excerto: “O que perdemos: diz-se que perdemos a mata nacional de Leiria, mas na verdade foi muito pior, perdemos não uma, mas três matas: o Pinhal de el Rey (Pinhal de Leiria após a implantação da República, em 1910), localizado a sul do rio Lis; a Mata Nacional do Pedrógão, entre o rio Lis e a Ervedeira; e a Mata Nacional do Urso (outrora pertencente à Universidade de Coimbra), entre a Ervedeira e Leirosa. Estas três matas nacionais estão plantadas sobre uma extensa e imponente área dunar que se estende até 13km para o interior (Zona da Ervedeira), sendo muito relevantes para a sua estabilização.” (Texto retirado de Público)

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Fui feliz aqui. Tropecei nos passadiços e fiquei com farpas nos pés. Flutuei de bóia dentro de água em tardes de calor, sempre à espera de ser empurrada. Vi a minha avó fazer croché e vi o meu avô ressonar numa cadeira trazida de casa. Joguei raquetes com o meu pai e engoli muitos pirolitos na lagoa com a minha prima.

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Fui feliz aqui. Namorei nos teus bancos, com a certeza que haveria mais um beijo ali. E que certezas podemos ter? Imaginei tardes de pesca, de mergulhos e piqueniques. Imaginei. Fotografei-te há 2 meses, nunca pensando que era a última vez.

IMG_5290 (2)1Nunca vou esquecer o teu abundante verde, o teu cheiro a resina e mar, o som do vento a passar nas copas dos teus pinheiros ou do teu sabor a camarinhas. Espero voltar a ver-te brevemente, porque sei que ainda vou ser feliz aqui de novo.

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Com um enorme desejo e esperança que vai tudo voltar ao normal, com vida e menos cinzento,

Sofia

 

 

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2 thoughts on “O adeus ao Pinhal d’El Rei

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